IDEIAS

Fabricante de elétricos supera Ford e GM em capitalização

Quinta-feira, 20 Abril de 2017

Os veículos elétricos são uma realidade mais concreta a cada dia, deixando o plano da especulação futura para ocupar as estradas do mundo todo. Eles são econômicos, ecológicos e sustentáveis, pois dependem de uma energia que se renova. Dentro de um contexto em que o planeta se aproxima perigosamente de um colapso ambiental, essa é uma tecnologia que desponta como alternativa óbvia e urgente à queima de combustíveis fósseis, que contribuem fortemente para a poluição de nossa atmosfera – segundo levantamento de 2013, veículos de passageiros respondiam por mais da metade das emissões de monóxido de carbono no ar.

Por esse motivo, não é de se espantar que as empresas ligadas às tecnologias limpas e renováveis tenham um bom desempenho. Elas se movimentam dentro de uma tendência maior, em que o mundo transita de um velho paradigma, poluente e escasso, para um novo, limpo e renovável.

A Tesla Motors, fabricante americana de veículos elétricos, deu um exemplo disso. A criadora do sedã Model S e do utilitário Model X viu seu valor de mercado subir para US$51.54 bilhões em abril, superando o valor da centenária Ford e da General Motors, ícones da indústria automobilística americana. A valorização começou depois que a Tesla anunciou ter entregado 25 mil veículos no mundo todo no primeiro trimestre, resultado superior ao estimado pelos analistas.

Claro que a escala das empresas ainda é muito diferente. A Ford, por exemplo, vendeu 236,250 veículos no último mês de março somente nos Estados Unidos (queda de 7,2% em relação a 2016). Mas o momento é simbólico. Ele indica como são promissoras as iniciativas ligadas às tecnologias limpas, e como o mercado está disposto a apoiá-las.

Os veículos elétricos são um dos direcionadores tecnológicos da AES Brasil para o futuro da energia e do setor elétrico. A empresa aposta que, junto da geração distribuída, da eficiência energética, da energy storage e da internet das coisas, essa é uma das áreas com maior potencial de inovação e transformação socioeconômica nos próximos anos.

No Brasil, ainda existem desafios a serem vencidos antes de os veículos elétricos se tornarem uma realidade para a maioria. Entre os obstáculos, encontram-se desequilíbrios tributários que ainda fazem com que os elétricos sejam menos vantajosos se comparados aos carros movidos a combustíveis fósseis. Outras questões de regulamentação também aparecem na lista dos problemas a serem solucionados, segundo Adalberto Maluf, diretor da fabricante chinesa de elétricos BYD, que falou recentemente com exclusividade ao site da Inovação AES. “Um carro elétrico paga 25% de IPI enquanto o movido a combustão paga entre 7% e 25%”, diz Maluf. “Isso é um problema. Não faz sentido que o elétrico pague mais impostos do que um veículo poluente.” Outra questão é a necessidade de implementação de uma rede de recarga.

Apesar desses desafios, a tendência de popularização dos veículos elétricos é clara, e deve continuar em marcha acelerada nos próximos anos. Ao que tudo indica, assim como a Tesla, outras empresas ligadas a essa onda limpa e renovável seguirão ganhando força, na medida em que o mundo evolui e deixa os velhos paradigmas para trás.

Procura parceria para investir em novos negócios ligados ao mercado de energia?
Fale com a gente.
Posts Relacionados
X Tem dúvidas, comentários e sugestões? Conte para a gente!


Mensagem enviada com sucesso FECHAR