IDEIAS

Gadget transforma postes de luz em pontos de recarga

Terça-feira, 30 Maio de 2017

Instalar conectores especiais em postes de luz para transformá-los em pontos de recarga para veículos elétricos e tornar o processo tão simples quanto reabastecer a bateria de um smartphone. Esta é a ideia por trás da Char.gy, uma startup inglesa que busca se colocar como uma alternativa no cada vez mais disputado (e interessante) mercado de infraestrutura para mobilidade elétrica. O hardware da empresa é o da foto acima. Para utilizar o sistema, basta o usuário estacionar o carro, conectá-lo, e sair para fazer o que tiver que fazer. Os idealizadores esperam que o cliente possa, por exemplo, deixar o veículo estacionado na rua de casa durante a noite, e recarregá-lo enquanto dorme.

O modelo de negócio é simples: cobra-se pela quantidade de eletricidade consumida. Há a possibilidade, também, de assinar planos mensais que incluem uma quantia fixa de kilowatt-hora. O valor praticado pela empresa em Londres será de 0,69 libra por kWh. Nos planos mensais, serão cobradas 40 libras, com cobertura de 100 kWh, e 70 libras, cobrindo 400 kWh.

O fato de o carregador da Char.gy se conectar aos postes já instalados permitiria uma rápida ampliação da rede. O serviço começa a operar em junho em algumas localidades da capital inglesa, mas sua inovação e modelo de negócio podem servir de exemplo a outras cidades.

“Nossa visão é de que haverá diversos postes de luz perto da sua casa com pontos de recarga, onde você poderá estacionar e recarregar durante a noite”, diz Richard Stobart, CEO da Char.gy, em entrevista ao site TechCrunch. “Estamos tentando criar uma solução em que todos ganham, inclusive o governo local.”

Atualmente, a startup busca firmar parcerias com administradores municipais que estejam interessados na tecnologia. No site da empresa, há uma página de contato e especificações de hardware.

Ricardo Kahn, gerente de inovação da AES Brasil, explica que, hoje, o modelo da Char.gy ainda não seria viável em cidades brasileiras, pois alguns pontos precisam ser definidos pela regulamentação de exploração comercial da recarga de veículos elétricos, que deve sair em breve. Apesar de a localização dos pontos de recarga na infraestrutura urbana não ser o maior impeditivo do ponto de vista regulatório, pois seria de competência das prefeituras, há uma série de outras questões ainda sem previsão legal, como a forma com que essa energia seria vendida. Por kilowatt-hora, por exemplo? Além disso, não seria permitido a uma startup vender essa eletricidade diretamente ao consumidor.

A questão regulatória oferece ainda outras perguntas, tais como: qual seria a unidade consumidora no caso da venda de energia para o reabastecimento de um veículo? O carro, em si? “Hoje, não é possível haver uma unidade consumidora móvel”, explica Kahn. “Em breve, com a regulamentação da exploração comercial da recarga de veículos elétricos, algumas coisas serão viabilizadas.”

Enquanto o Brasil aguarda, a inovação não fica parada. Exemplos como o da Char.gy na Inglaterra mostram como os países mais adiantados têm avançado sobre o mercado de veículos elétricos com criatividade, e servem de inspiração para que as coisas andem cada vez mais rápido por aqui também.

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