IDEIAS

Professor de jiu-jitsu trocou carro por bike elétrica

Sexta-feira, 17 Fevereiro de 2017

A cidade está cheia de carros. Segundo relatório do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), a frota paulista bateu em 2016 a marca de 17,6 milhões de carros. Incluindo motos, caminhões e outras categorias, são 27,8 milhões de veículos motorizados, o equivalente a um terço de toda a frota brasileira. Esses números se refletem nas ruas, cada vez mais cheias, com tráfego mais intenso, e na qualidade do ar, gravemente afetada pela poluição produzida pelos motores a combustão.

Mas enquanto o problema não parece próximo de uma solução em larga escala, há aqueles que busquem individualmente por uma saída. Este foi o caso do professor de artes marciais Fernando Belatto, de 35 anos. Morador de São Paulo, ele vendeu o carro em outubro de 2015 e comprou uma bike elétrica, que passou a utilizar como meio de transporte. “Não me arrependo”, diz Fernando, que dirigia carros desde os 18 anos, quando tirou sua carteira de motorista.

Ele explica que o problema do trânsito sempre foi um incômodo para ele. Além disso, com o passar do tempo, Fernando começou a realizar algumas mudanças de vida, pessoais e profissionais, que deixaram o carro ainda mais desencaixado de sua rotina. O alto custo anual do SUV que ele dirigia passou a ser um problema, também. Além disso, criador de um método de autodesenvolvimento baseado nas artes marciais chamado O-DGI, Fernando passou a morar no mesmo endereço do Dojo, local de treinos onde ele orienta seus alunos. Assim, diminuiu sua necessidade de se deslocar pela cidade.

“Comecei a refletir sobre o fato de não usar mais tanto o carro e gastar muito dinheiro com ele”, diz Fernando. “Comecei a falar com pessoas que entendiam do assunto e, quando coloquei no papel, vi que gastava cerca de 10 mil reais por ano com manutenção, impostos, etc. Isso me deu um clique.”

Fernando ainda manteve o SUV por um tempo. A decisão final veio quando um motorista bateu no carro, estacionado em frente ao Dojo. “Percebi que tinha chegado a hora de vender”, diz Fernando, que já pedalava, mas ainda não possuía uma versão elétrica. Depois de um período de pesquisa, ele optou por um modelo nacional que se enquadrava nas normas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), entre elas a de velocidade máxima de até 25 quilômetros por hora e motor acionado pelos pedais (pedal assistido), e não pelo guidão.

Um vídeo publicado por Fernando Belatto (@fernandobelatto) a

Ele conta que só foram benefícios desde então, a começar pelo custo de manutenção anual, reduzido para 300 reais, contando as duas revisões semestrais completas. “Foi a melhor coisa que fiz”, diz Fernando. Se ele precisa ir para algum lugar mais distante, usa táxi ou Uber, e se vai viajar pega carona com amigos. Fora esses casos, ele vai de bike, recarregada uma vez por semana, com uma tomada normal.

Fernando orienta aqueles que estiverem pensando em fazer uma troca semelhante a planejar bem a mudança, e garantir que todas as suas necessidades sejam atendidas sem o carro. Uma família com filhos teria que buscar uma outra logística, por exemplo. Além disso, existe a questão da segurança. A bicicleta elétrica atinge velocidades maiores, por isso a necessidade de usar sempre o equipamento de proteção. Grandes cidades brasileiras, como São Paulo, ainda não estão totalmente adaptadas ao ciclista, ainda que tenha havido progresso nos últimos anos. Por isso, é necessário muita atenção. Mas se, como no caso dele, a rotina permitir, Fernando incentiva a troca do carro por uma bike elétrica.

“Você contribui para a cidade e diminui a poluição, além de beneficiar a sua saúde”, diz Fernando. “Por mais que a bicicleta seja elétrica, você ainda tem que pedalar! Acho que se a pessoa já refletiu bastante sobre a questão e só está esperando para dar o pulo do gato e fazer a troca, eu sugiro que ela dê esse pulo.”

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