NA AES

Projeto tornará Albert Einstein mais sustentável

Sexta-feira, 17 Fevereiro de 2017

A partir deste ano, o Hospital Israelita Albert Einstein terá novidades em sua unidade do Morumbi. Mudanças, talvez, que não atraiam imeditatamente a atenção daqueles que passam por seus corredores, halls e consultórios todos os dias. Mas elas estarão lá, no teto, dentro das paredes e no telhado. As novidades fazem parte de um conjunto de adaptações que o hospital está fazendo dentro de um projeto de eficiência energética realizado em parceria com a AES Ergos.

Para começar, serão trocadas 16 mil lâmpadas em diversas instalações. As atuais, de vidro e fluorescentes, abrirão espaço para novos equipamentos de LED (diodo emissor de luz), mais modernos, econômicos e seguros. Quem explica a diferença é o engenheiro Cássio Consone Miszewski, responsável pelo projeto na AES. “As unidades LED consomem metade da energia utilizada pelas fluorescentes. Além do consumo menor, a vida útil delas é muito superior. Uma lâmpada fluorescente dura entre 6 e 8 mil horas, enquanto a LED dura 30 mil horas. Outra vantagem é que, por ser um componente eletrônico, ela não tem os elementos químicos tóxicos das fluorescentes, que contêm mercúrio, um metal pesado perigoso para a saúde.”

A segunda novidade estará dentro das paredes. É o novo sistema de sucção a vácuo, um conjunto de tubulações que conectam uma central aos pontos de uso espalhados pelo hospital, como salas de cirurgia. Hoje, essa central é equipada com 6 bombas de vácuo, de um modelo antigo e pouco econômico. Elas serão substituídas por um equipamento único, mais compacto, silencioso e moderno. Assim, o hospital vai poupar energia, além de melhorar o desempenho do sistema. Cássio explica que o modelo atual funciona de maneira alternada, ligando e desligando as bombas, o que causa uma variação na potência de sucção. Segundo o engenheiro, a máquina nova solucionará esse problema e manterá um fluxo constante para a equipe do hospital.

A terceira novidade ficará instalada em dois telhados do Einstein. Trata-se de uma planta de energia solar fotovoltaica com 112 KWp de potência instalada, em áreas selecionadas para evitar sombreamento e aproveitar o dia todo de sol, direcionada também para captar melhor a luz. Parte de uma estratégia de investimento do centro médico na geração distribuída, um dos direcionadores tecnológicos da AES, a planta ainda representará um pequeno percentual do consumo total de energia dos prédios da unidade no Morumbi. Ainda assim, é um primeiro passo, que assinala o compromisso do Einstein em buscar soluções mais sustentáveis no longo prazo.

O projeto, orçado em R$ 3 milhões, será executado ao longo de 2017, e está em fase de contratação de fornecedores. Parte do equipamento, como as lâmpadas LED e a nova bomba de vácuo, é importada.

A aproximação entre o Albert Einstein e a AES Brasil começou em 2015, e desde então os dois lados vêm trabalhando juntos para identificar possíveis pontos de melhoria. A iniciativa foi contemplada na chamada pública da AES Eletropaulo, que anualmente investe em projetos de eficiência energética. “O Einstein já tinha o desejo de fazer um projeto de eficiência energética em suas instalações”, diz Cássio. “A grande vantagem está na redução do consumo de energia. Eles têm uma conta de luz alta, então buscam soluções nesse sentido, de melhorar o serviço com menos recursos.”

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